HISTÓRIA

Estava nos jogos internos da escola, vestida com camisa de patrocínios e estilo de polícia junto com minha turma toda e com nome da associação, tudo arrumado por painho. Tudo que ele fazia a gente participava de alguma forma. Minha mãe ganhou vários cabelos brancos de tanto que ajudou a fazer tudo funcionar, a gente morria do coração quando ele saia pra treinar e passava um tempo sem dar notícias.

Uma vez ele foi pra escola de antiterror em Israel, quando ligou pra casa, a gente só ouvia helicóptero de fundo. Mas a melhor parte era a volta, porque ele precisava treinar o que ele tinha aprendido e eu era a cobaia, nunca foi tão bom ser cobaia. Ele achava pouco e me levava para os cursos, me botava pra ser sequestrada, me colocava no meios dos matos pra me acharem, me fazia fazer as provas antes dos caras todos, me colocava pra demonstração, só que eu acho que ele não esperava que eu ia gostar tanto.

Eu ainda estava na faculdade quando as coisas foram acontecendo. Painho começou a querer o espaço dele pra fazer os cursos dele, porque na verdade o que ele era focado, era nos treinos, nos cursos, na preparação do policial para estar na rua. Ele largou a sede para correr atrás do seu espaço, e eu entrei lá pra dar conta do negócio, sem nunca ter administrado nada. Eu podia até ser nova, mas já tinha algo que era fundamental, a pólvora na veia.

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